terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Teste de gravidez

Teste de gravidez caseiro
O teste caseiro de gravidez, que se compra na farmácia, mede a quantidade do hormônio HCG na urina e é confiável, mas seu resultado pode dar errado, se ele for feito muito cedo ou se for realizado de forma errada.
O momento ideal para fazer o teste de gravidez de farmácia é uma 1 semana após o dia em que a menstruação deveria descer, ao acordar, utilizando a primeira urina da manhã.
Nessa época a concentração de BHCG na urina deverá ser maior, e o resultado será mais confiável, que se for realizado no 1º dia de atraso.  Mesmo assim, o resultado poderá ser um falso negativo. Neste caso o organismo da mulher apesar de conter o embrião, ainda não fabricou hormônios suficientes que possam ser detectados pelo exame, e deve-se fazer um novo teste após 1 semana.
Se a tira medidora que se coloca na urina tiver alguma alteração da cor, mesmo que seja um rosa muito claro, este já pode ser um sinal de gravidez e para confirmá-la, deve-se realizar um teste sanguíneo de gravidez.
O resultado deste também também pode dar errado, se a mulher não o fizer corretamente. Por isso é importante ler atentamente as instruções de uso antes de realizá-lo.

Teste de gravidez pelo sangue

O teste sanguíneo de gravidez mede a quantidade de BHCG no sangue e por isso é o mais confiável.
Este teste é o mais sensível e consegue medir valores mínimos de hormônios no sangue, identificando a gravidez mais precocemente. Um teste de urina só consegue medir valores superiores a 20 UI/I e este consegue identificar valores inferiores a 5 UI/I.
O teste sanguíneo de gravidez só é considerado negativo quando dá um resultado igual ou inferior a 5 UI/I na corrente sanguínea, e valores superiores a este já podem ser indicativos de gravidez.
Caso a menstruação esteja atrasada e o teste de gravidez dê negativo, recomenda-se realizar um outro teste de gravidez após 5 dias. Se este segundo teste também der negativo, o melhor a fazer é marcar uma consulta com um ginecologista para averiguar o que está causando o atraso da menstruação.

Preço do teste de gravidez

O teste de gravidez Confirme custa aproximadamente 5 reais e o Clear Blue custa em média 15 reais. Já o teste de gravidez sanguíneo (BHCG qualitativo) varia entre 20 e 40 reais dependendo do laboratório em que será feito.

Gravidez Psicológica

     A gravidez psicológica, cientificamente chamada de pseudociese, é um transtorno psicológico que afeta tanto mulheres como animais, especialmente as cadelas. Ela geralmente afeta as mulheres que desejam muito engravidar e não conseguem ou aquelas que possuem um grande medo de engravidar.

Sintomas da gravidez psicológica

Na gravidez psicológica a mulher apresenta os mesmos sintomas de uma gravidez normal como:
  • enjôos matinais,
  • desejos alimentares,
  • ausência da menstruação,
  • crescimento da barriga e das mamas,
  • pode haver produção de leite materno.
Contudo, não há nenhum bebe dentro do útero.
Os sintomas da gravidez psicológica podem ser explicados pelo estímulo psicológico do hipotálamo e da hipófise que por sua vez, geram um aumento de prolactina no sistema endócrino culminando nos sintomas de uma gravidez verdadeira.

Exames na gravidez psicológica

O exame de sangue Beta HCG e os testes de gravidez das farmácias também não conferem resultados positivos numa gravidez psicológica assim como o ultra-som realizado pelo médico, entretanto isto não é suficiente para convencer a mulher pois seu corpo "comprova" que ela realmente está grávida tratando-se de um problema psicológico que merece um tratamento adequado.

Causas da gravidez psicológica

Algumas possíveis causas de uma gravidez psicológica são o desejo iminente de engravidar ou grande temor de engravidar associado à:
  • desequilíbrio emocional;
  • rivalidade;
  • baixa auto-estima;
  • aborto recente;
  • infertilidade;
  • transtorno de personalidade;
  • depressão.
As mulheres mais propensas a desenvolver a gravidez psicológica são as casadas, com problemas conjugais e as que passaram por experiências amorosas mal sucedidas, envolvendo abandono, separação e gravidez.

Tratamento para gravidez psicológica

O tratamento para gravidez psicológica pode ser feito com a toma de medicamentos hormonais para regularizar a menstruação e para parar a produção de leite materno, mas além disso é fundamental o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra.
O tratamento pode demorar meses e o mais importante é que a mulher saiba que ela não precisa de ter um bebê para ser amada. O apoio de amigos e familiares é essencial.

O que é uma gestação anembrionária?

     A gravidez anembrionária (ou anembrionada) acontece quando, ao fazer uma ultrassonografia, no primeiro trimestre da gravidez, o saco gestacional aparece vazio, sem embrião dentro. É o chamado "ovo cego", ou seja, o óvulo fertilizado implantou-se no útero, mas o embrião não se desenvolveu.

     Esse tipo de gravidez pode acontecer com qualquer mulher, e a maioria delas consegue ter gestações normais depois.

     Pode não haver nenhum sinal, como dor ou sangramento, de que a gravidez não está se encaminhando como deveria. Os hormônios podem fazer a mulher se sentir ainda grávida, embora às vezes os níveis comecem a cair, diminuindo as mudanças no corpo (os seios podem ficar menos sensíveis, por exemplo). Geralmente, a mulher só fica sabendo que algo está errado quando passa pelo primeiro ultrassom.

      Apesar de as causas não serem totalmente identificadas, a gestação anembrionária costuma ser considerada um acidente da natureza. Quando um óvulo é fertilizado por um espermatozoide, as células começam a se dividir. Algumas se desenvolvem em forma de embrião, outras em forma da placenta e do saco gestacional.

     Em alguns casos, a parte do óvulo fertilizado que deveria se tornar o bebê não vai para a frente (provavelmente porque aconteceu um erro durante a fertilização e há cromossomos demais ou de menos), mas a que se destinaria à placenta e às membranas continua crescendo dentro do útero.

     O corpo não reconhece que o saco gestacional está vazio, já que os hormônios da gravidez ainda estão sendo produzidos (o que impede que haja um aborto espontâneo).

      Durante a ultrassonografia, o médico mede o saco gestacional e procura sinais do embrião. Se o saco gestacional medir mais de 20 mm e não houver indícios do embrião, o diagnóstico provavelmente será de ovo cego.

     No caso de o diâmetro do saco ser menor que 20 mm, pode ser que a gestação esteja em um estágio menos avançado do que você imaginava, e um novo ultrassom será realizado em uma ou duas semanas para tirar a dúvida. Se nessa etapa o embrião ainda não aparecer, o diagnóstico será confirmado.

Uma gestação de 12 semanas normal (abaixo)



Um ovo cego em uma gestação de 12 semanas (abaixo)


      O choque de descobrir que a gravidez não está progredindo conforme o previsto é enorme, e poderá ser muito difícil entender e aceitar o que aconteceu. Talvez você não queira tomar as providências médicas necessárias logo de cara.

      É seguro aguardar por um aborto espontâneo até que os índices dos hormônios da gravidez baixem sozinhos, mas isso pode levar muitas semanas. Se você já teve algum sangramento ou secreção mais amarronzada, pode valer a pena esperar pelo fim natural da gravidez. A maioria das mulheres, no entanto, acaba realizando uma curetagem uterina, um procedimento feito sob anestesia em que a mulher recebe alta hospitalar no mesmo dia.

       Uma vez que a gestação tenha chegado ao fim, você passará a menstruar normalmente e poderá tentar engravidar de novo, de acordo com as orientações de seu ginecologista.

      A maior parte das mulheres que engravida de novo tem uma gestação normal na vez seguinte. A realização de uma ultrassonografia mais cedo poderá tranquilizá-la. Uma vez que o batimento cardíaco do bebê é identificado, a gravidez é considerada viável, e as chances de sucesso são bem maiores.

      Mas é importante não fazer o ultrassom cedo demais, com 5 ou 6 semanas, porque o exame pode trazer mais dúvida que tranquilidade.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como escolher os padrinhos do seu filho

Padrinhos de Batismo

     A escolha dos padrinhos de um filho é uma decisão muito importante que deve ser tomada em comum acordo dos pais.
    Houve uma época em que escolhiam-se parentes, apenas para seguir as etiquetas sociais, mas hoje em dia, esse não é mais o caso. Se você for muito apegado a algum parente, ótimo! Mas não convide ninguém por obrigação.
    A função primordial dos padrinhos é cuidar da criança caso ela venha a perder os pais. Sendo assim, os escolhidos devem ser muito próximos e de plena confiança do casal.
    Não necessariamente os padrinhos devem ser da mesma religião dos pais da criança. Mas é importante que neste caso, os mesmos sejam flexíveis e saibam respeitar a crença do casal, até porque, algumas igrejas exigem que os padrinhos façam um curso antes da cerimônia e pode ser constrangedor para os homenageados.
     Se for de interesse do casal, é possível fazer uma surpresa para os padrinhos, entregando com antecedência para cada um deles, um convite personalizado com uma foto do bebê acompanhada de uma frase perguntando: “Você quer ser meu padrinho?” ou frases pessoais agradecendo a pessoa por ser tão especial, seguidas da proposta. Já alguns casais, preferem convidar os padrinhos pessoalmente, para explicar o motivo da escolha e o que esperam.
     O mais importante aqui é deixar os convidados à vontade para negar o pedido caso queiram. Apesar de ser muito raro alguém recusar, algumas pessoas podem não se sentirem confortáveis na situação, seja por questões religiosas, ou mesmo por não se acharem capazes de assumir tal responsabilidade. Neste caso, cabe ao casal ser compreensivo e pensar em outra pessoa para assumir a função.
    Se os pais da criança quiserem, podem escolher uma lembrança diferenciada para presentear os padrinhos por assumirem essa missão tão importante!
    Desejamos que tudo corra bem na cerimônia de batismo e para ler mais sobre dicas de decoração e cardápio ou convites e lembrancinhas para festas de batizado, clique sobre os links!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

COMO EDUCAR SEU FILHO SEM PRECISAR ENFIAR PORRADA NO MOLEQUE


A criança se sente frustrada, bate o pé e abre o maior berreiro. Tudo deve funcionar a seu bel-prazer e ai de quem a contrariar. Estamos falando de uma criança sem limites, sem noção de certo e errado, que não sabe até onde pode ir e testa.
Os pais, em contrapartida, trabalham fora e acompanham pouco o dia a dia da criança. A escassa convivência deixa lacunas de entendimento em ambas as partes. A criança cobra atenção, os pais desacostumados à demanda pagam com impaciência.

Como educar um filho sem recorrer a castigos, gritos e palmadas?
 
Aqui você encontra um guia com oito lições práticas para os papais de plantão que desejam ensinar os limites a seus filhos.



Lição 1: O tempo passado fora de casa não é justificativa para afrouxar os limites ou mimar demais a criança.

"Existem muitas mães que trabalham fora e sabem dar limites para os filhos, além de providenciarem pessoas substitutas (como babás e avós) que seguem as orientações dos pais para garantir uma educação com limites", afirma a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu. "Quantidade não é sinômino de qualidade, o importante é que o tempo dedicado aos filhos seja exclusivo das crianças. Aproveite para perguntar sobre o dia-a-dia delas e interfira sempre que notar algum comportamento errado", complementa a pedagoga Renata Monteiro.



Lição 2: Palmadas e gritos não educam. Prefira o diálogo.

"Palmadas podem parecer o recurso mais eficaz para lidar com a criança, no entanto, costuma refletir a dificuldade dos próprios pais em usar o diálogo", constata Kátia. "Não as recomendo como forma de educar pois agressividade gera agressividade", afirma a psicóloga. Conversar com a criança é o primeiro passo. "Não adianta gritar ou dar palmadas, pois os pequenos gostam de desafiar os adultos e de medir poder com eles. Além disso, podem achar que a repressão é uma falta de amor dos pais", alerta Renata. Mas a conversa precisa ter um tom firme para surtir efeito. "Se o diálogo não for com um conteúdo e um tom firme, a criança vai perceber essa ausência da potência e poderá não acatar as orientações recebidas. Ela só entenderá os limites com o diálogo se este for potente, carregado de amor e firmeza ao mesmo tempo", ensina Kátia.



Lição 3: Diante de um "não" é preciso explicar os motivos à criança.

"As crianças precisam e têm o direito de entender o porquê das proibições, pois só assim ela entenderão que aquele ‘não' ocorre para protegê-la e, portanto, é um ato de amor", garante Kátia. "Mas faça explicações breves e simples - na linguagem da criança", ensina Renata. Se mesmo depois da conversa, ela permanecer sem compreender o motivo da repreensão, uma boa dica é fazê-la se colocar no lugar do outro. "Pergunte o que ela faria se fosse a mãe ou o pai. Trocar de papéis pode ajudar a verificar se ela tem a noção do certo e errado", sugere Kátia.

Já no caso de crianças menores, que não têm condições de compreender as motivações dos pais, "não" é "não" e, "sim" é "sim". "Se a criança está subindo em um lugar perigoso, por exemplo, e não tem a menor noção do que vai acontecer se cair os pais não têm que conversar, têm apenas que dizer ‘desça já daí'", ensina Kátia.



Lição 4: Os pais não devem se desautorizar na frente da criança.

É comum após receber uma repreensão ou proibição de um dos pais, a criança sair correndo para buscar apoio no outro pai. “Nesse caso, os pais devem estar de acordo. E se não estiverem podem conversar em separado sem tirar a autoridade de um dos pais. Se a criança perceber o desacordo, ela tentará manipular e fazer jogos para conseguir o que quer. Além disso, quando os pais se desautorizam, a criança fica confusa com as figuras de autoridade e vai reproduzir estes jogos pela vida afora”, adverte Kátia.



Lição 5: Procure fazer a criança refletir sobre seu comportamento.

Diante de um comportamento errado é importante fazer a criança refletir sobre seu ato a fim de que ele não se repita mais. "Criar um canto do pensamento onde a criança tenha que permanecer por uns poucos minutos pode ajudá-la a compreender porque seus pais estão chateados com seu compartamento", sugere Renata. Kátia acrescenta: "Na maioria das vezes, a criança sozinha não será capaz de refletir sobre seus atos. Ela provavelmente irá pensar em outras coisas. Por isso, esta reflexão deve ser feita em conjunto com os pais, através de uma conversa agradável, onde ambos poderão aproveitar a oportunidade para se aproximarem e manifestarem suas idéias".



Lição 6: Nunca desmereça a criança e sim seu comportamento.

"Esse é um dos maiores erros dos pais. É comum ouvirmos eles chamando seus filhos de crianças más por terem arremessado um brinquedo ao chão, por exemplo, ao invés de repreenderem a ação", constata Renata. Ao dar limites a criança é importante que a mãe não desmereça o filho e sim sua conduta. Ao invés de dizer "você é feio, jogou no chão", diga "é feio jogar no chão, não jogue". Desta forma ela vai ter a pontuação exata para aquilo que fez sem ser desconsiderada. "Se a criança se sentir má, ela irá passar a agir como má, pois é isso que ela acredita que esperam que ela seja", alerta Kátia.



Lição 7: Sempre que possível, dê as regras mas ofereça opções.

"Muitas vezes, os pais podem simular opções à criança que facilitam o acato à regra. Se é hora da criança tomar banho, os pais podem oferecer a opção de banheira ou chuveiro, ou pedir que a criança escolha sua roupa, reduzindo o estresse e impedindo que a criança queira medir poder com os pais", ensina Renata.



Lição 8: Elogie a criança diante de bons comportamentos.

Quando a criança se comporta bem é preciso que esse comportamento seja reforçado pelos pais. "O elogio, o reconhecimento, o carinho positivo é o que constrói uma sociedade cooperativa e saudável", garante Kátia, que lembra: "Limite tem que ser na medida certa, quando as proibições são rígidas demais, o excesso de limite também levará à rebeldia como forma de sobreviver ao abuso de poder", finaliza a psicóloga.

Negar algo à criança nem sempre é fácil. "A entrada da mulher no mercado de trabalho afastou a mãe do contato direto com o filho e dificultou a tomada das rédeas da educação pelos pais", argumenta a pedagoga Renata Monteiro. "Como eles passam a maior parte do tempo fora de casa, sentem medo de dizer ‘não' para o filho e perder seu amor. Os limites, então, passam a ser encarados como proibições e vistos negativamente", explica Renata.

Na vida serão muitas as privações e limites são poderosas ferramentas para minimizar as frustrações futuras. Para a psicóloga Kátia, pais que têm dificuldade de endurecer com os filhos não aprenderam a noção de limites com seus próprios pais: "São gerações onde os limites foram frouxos e isso se torna uma bola de neve". Por isso muitos delegam a tarefa de educar à escola. Para a especialista, a educação dos filhos é responsabilidade dos pais. Escola é complementar.

"Mesmo que passem poucas horas com os filhos, se estas horas são usadas para educar, eles serão modelados de acordo com os valores passados. Ocorre que alguns pais não fazem isso e as razões são muitas: cansaço, medo de perder o amor dos filhos, medo de repreender demais e deixá-los ‘traumatizados'", lista Kátia. A pedagoga Renata concorda: "A escola tem um papel de parceria com a família. Ela ajuda a criança a se autoconhecer, a conviver em grupo, mas se a criança não recebe limites dentro da própria casa, todo o esforço da escola é perdido", adverte.

"Não restam dúvidas de que os limites são fundamentais para que a criança possa conviver em sociedade de forma pacífica e produtiva", garante a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu. Segundo ela, os principais problemas sociais e relacionais que assistimos hoje são decorrentes da ausência de limites dados pela família e reforçados pela sociedade, o que torna as pessoas desumanas, "elas não se importam com os sentimentos do outro, não respeitam o outro, estão o tempo todo interessadas na satisfação de seus próprios desejos e necessidades".

Síndrome da mãe perfeita – será o seu caso?

     Honestamente, existe mãe que, mesmo inconscientemente, nunca cobrou de si mesma a perfeição em relação aos cuidados e criação dos filhos? Sim, elas tendem a achar que têm obrigação de dar conta de tudo pessoalmente com 100% de sucesso, seja no trabalho, em casa, nos cuidados com sua beleza e, lógico, com as crianças! Pois, acredite, esta normalmente é uma luta inglória – e nem por isso trágica! Acompanhe a seguir o comentário da psicóloga Cynthia Boscovich sobre a questão, dê adeus ao sentimento de culpa e viva mais feliz!
     “Tenho ouvido com muita frequência a pergunta: ‘o que uma mãe deve fazer para se tornar perfeita?’. Talvez essa seja a grande busca das mães. Qual delas nunca teve essa fantasia?
Nossa sociedade cobra perfeição o tempo todo. Temos de ser bons em tudo, como pessoas e profissionais. Dificuldades e problemas muitas vezes são fonte de angústias, ansiedade e até depressão.
     E as mulheres sofrem cada vez mais cobranças. Estão no mercado de trabalho, que é extremamente competitivo, e precisam desempenhar suas funções como donas de casa da melhor maneira possível. Além disso, devem cumprir todas as obrigações que têm como esposas e mães. Para muitas, a escolha de ser mãe pode vir como fruto dessas cobranças e quando se dão conta, já estão com o filho nos braços, vivendo as agruras da maternidade.
     Pouco se fala da renúncia, das dificuldades, das angústias resultantes da cobrança que pode ser externa ou até mesmo interna. E a culpa caminha ao lado de tudo isso.
     Os bebês têm necessidades que precisam ser atendidas por um adulto para que possam sobreviver e se tornar física e psiquicamente saudáveis. E esperamos que quem preste esses cuidados seja a mãe, a pessoa mais apta e preparada para esse papel. Contudo, nem sempre isso é possível, pois as mulheres de hoje são muito diferentes daquelas de gerações anteriores. Engravidam mais tarde e têm de aliar essas obrigações a inúmeras outras, principalmente à profissão.
     Mas o que é ter êxito nas funções maternas? No aleitamento, por exemplo, função destinada exclusivamente às mães, significa estar presente, colaborar para que o bebê faça uso do seio da forma mais completa possível, pois este não é só uma fonte de alimento e nutrição. Essa experiência inclui uma infinidade de benefícios que não contribuem apenas para o desenvolvimento físico da criança. Um aleitamento materno bem-sucedido representa também a garantia de sua saúde psíquica. Muitas vezes, cobranças externas em relação ao aleitamento impedem a mãe de realizá-lo da melhor maneira, pois ela pode cumprir essa função exclusivamente para corresponder à expectativa familiar, social e até mesmo à sua própria, sem perceber que talvez esteja realizando a tarefa de maneira pouco espontânea ou até mecânica, sem ter prazer com isso. Talvez amamentar o bebê com mamadeira signifique um alívio para ela e consequentemente para o filho, que absorve suas emoções como uma esponja. Ele não entende racionalmente o que estas significam, mas sem dúvida consegue senti-las desde muito cedo. Vale ressaltar que o aleitamento materno constitui apenas um exemplo, em termos de cobrança, entre tantos outros sofridos pelas mães.
     Mas como se tornar boa mãe com tantas exigências e obrigações? Na nossa sociedade, ser “boa mãe” parece sinônimo de “mãe perfeita”. E lidar com isso não é nada fácil.
     Na relação com o bebê, a mãe precisa ser real e estar inteira, pois o bebê necessita dela assim. O que chamo de uma mãe real, de verdade, precisa, antes de mais nada, assimilar o fato de não ser boa o tempo todo, pois afinal de contas é humana. A “mãe boa” precisa falhar, até mesmo para que o bebê se desenvolva. É claro que as falhas não devem se tornar o padrão de cuidados – isso seria um desastre psíquico. Mas o que precisamos ter em mente é que viver a maternidade significa também aceitar a não perfeição e a inclusão das dificuldades, dúvidas, angústias, problemas e medos. A “mãe boa” deve também aceitar que não precisa estar feliz o tempo todo. E isso não quer dizer que ela não possa ser feliz.
Cabe a cada mãe encontrar a resposta à pergunta formulada no início deste texto, sobre o que uma mãe deve fazer para ser perfeita. De minha parte, posso adiantar que o primeiro passo seria: aceitar que ela não é”.

Parto Cesariana


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mantenha o cuidado com a pele na gravidez sem causar danos ao bebê

Conheça técnicas saudáveis para manter a pele em dia durante a gestação

     Ávidas por reduzir as chances de desenvolver estrias durante a gravidez, gestantes experimentam fórmulas milagrosas, indicações de outras mães e até receitas do tempo em que a vovó estava grávida. O medo não é à toa: depois de instaladas, estas cicatrizes que se formam na pele são mais difíceis de serem removida. Segundo alguns especialistas, elas aparecem por várias razões: alterações hormonais, predisposição genética e, claro, pelo superestiramento da pele e o consequente rompimento das fibras elásticas.

     As regiões mais afetadas são barriga, seios, região interna das coxas, nádegas e flancos (laterais do tronco entre as costelas e a bacia). Porém, na opinião do dermatologista do Hospital Albert Einstein, Mário Grinblat, não há nada que possa evitar as consequências da distensão abdominal. "Todos devem investir na hidratação adequada da pele, mas posso garantir que se a gestante tem predisposição ao aparecimento de estrias, não será um óleo hidratante que irá evitá-lo", completa.  

 
     Mantenha o cuidado com a pele na gravidez
     Mas, como a hidratação da pele é sempre importante - e, prevenindo ou não o aparecimento de estrias, é simples e gostosa de fazer, aumenta o contato entre mãe e bebê -, tenha atenção a alguns cuidados. "Dentre as substâncias que normalmente são incorporadas aos produtos cosméticos, e que podem ser absorvidas causando lesão à gestação e ao feto, os ácidos retinoicos são as mais comuns", alerta Mário. Evite qualquer tipo de creme clareador durante a gravidez e a lactância.

    O uso de filtro solar é ainda mais indispensável nesta fase. A chance de manchas no rosto aparecerem com a exposição solar aumenta durante este período devido a descarga exagerada de hormônios. Cerca de 50% a 70% das gestantes sofrem com o surgimento de melasmas, conhecidas também como manchas gravídicas.  

 
    Mantenha o cuidado com a pele na gravidez
    Para evitar o uso de ácidos, a opção é investir em cremes com vitamina C, que são seguros e eficientes para as grávidas, mas devem ser usados sempre com supervisão médica. Para manter a hidratação em dia, e tentar evitar o aparecimento de estrias, no final do banho, passe óleo de semente de uva ou de amêndoas. Tire o excesso com água e, após se enxugar, passe um hidratante com vitamina E, lanolina, óleos ou manteiga de karité.

    E se o problema for o aparecimento de celulite? "Os hormônios da gestação e a própria pressão da barriga aumentam a retenção de liquido, que colabora para o surgimento das ondulações", explica a dermatologista Thaís Pepe. Neste caso, a drenagem linfática é o método mais indicado. O profissional pressiona e desliza a mão por todo o corpo, direcionando o excesso de líquido para os gânglios linfáticos. Assim, as toxinas são eliminadas pela urina naturalmente. Evite a ingestão de medicamentos ou o uso de aparelhos elétricos para este intuito. 


Por último, as alterações hormonais durante a gestação também costumam deixar a pele mais oleosa, facilitando o surgimento de espinhas e cravos.

Neste período, a limpeza de pele manual (sem uso de loções peeling ou laser) está liberada. Mas não se preocupe, pois com o fim da gravidez a oleosidade da pele e dos cabelos tende a diminuir. Até lá, use sabonetes específicos para o rosto (à base de enxofre), faça limpeza também com tônico e prefira produtos indicados para peles oleosas, na forma de gel.